Reinaldo, Ghetz, Ellus, Neon, Amapô e Alexandre

O primeiro desfile desse sábado foi de Reinaldo Lourenço um dos desfiles mais bonitos dele. Uma coleção muito chique e refinada. A inspiração é pérolas da noite, alta-costura e festas privés dos anos 30. O preto é a cor predominante, mas há também muito off-white e uma estampa de boquinhas com fundo branco e nas cores alaranjadas e Black. Couro muito bem trabalhado com babados e recortes, alfaiataria impecável.

A estréia da Ghetz na SPFW trouxe o jovem estilista Lucas Nascimento para criar suas peças em tricô. As peças são sequinhas, próximas ao corpo, leggings em lã e pantalonas amplas plissadas. Uma coleção com cores fortes como vermelho, berinjela, azul, roxo, cinza e preto.

Pena que minha época clubber já passou, caso contrário ia querer muito uma calça jeans que brilhasse no escuro. Essa foi a aposta da Ellus que trouxe o Luminatto Jeans que brilha no escuro, como o jeans com acabamento de couro – o leather denim. Na onda mundial do 3D a Ellus montou uma sala de cinema no espaço, desenvolvido pelo fotógrafo Jacques Dequeker na qual a coleção foi transmitida em nos cinemas do Shopping Iguatemi em São Paulo e no Fashion Mall no Rio. A estrela foi a modelo catarinense Aline Weber a la Barbarella. Jeans justíssimos, calças ultraskinny, vestidos curtíssimos, minissaias e plissados foram o forte da coleção. Amei as botas pesadinhas e o make super clean de Robert Estevão.

Adoro os desfiles da Neon é sempre uma festa e  explosão de cores. Adoro a estampas criativas e coloridas. Tecidos como seda, tafetá, gorgurão, malha, plush, jersey, couro, camurça, veludo, tricô, crepe e linho. Algumas peças soltinhas e confortáveis, mas algumas justíssimas e curtíssimas. Para variar nada de básico na coleção.

A Amapô trouxe um desfile masculino com ótimos recortes, alfaiataria, sobreposições, cores e estampas que eu adorei. A coleção feminina é muito colorida e se sobressai pela mistura de materiais. As formas são desconstruídas, vestidos amplos e algumas peças próximas ao corpo. A cartela é uma mistura de cores e duas estampas: “Segredo do Abismo”, criada pela cantora Cibelle, e “Tapeçaria”, de Fábio Gurjão.

A noite encerrou com Alexandre Herchcovitch. Para ser sincera achei bem bizarra e estranha essa coleção. O tema: rochas vulcânicas, magma, vulcões e sedimentos de rocha que por sinal não explodiu. Predomina o preto com pontos em amarelo enxofre. Tecidos como cetim de seda envelhecido, chiffon de seda, cashmere e renda. As calças são desconstruídas e as saias assimétricas, barras longas, cinturas no lugar e mandas amplas. Quem fechou o desfile foi a modelo transexual brasileira Lea T.

Créditos: © Agência Fotosite (Site: http://ffw.com.br/)

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